Fichamento Animação Cultural
O texto "Animação Cultural", de Vilém Flusser, levanta questionamentos sobre a relação entre o homem e o espaço em que ele vive. Isso ocorre, uma vez que o narrador do texto, uma mesa redonda, reflete sobre o verdadeiro papel dos objetos na vida do cotidiano: os seres humanos realmente são superiores às suas invenções? A resposta dada pelo texto é simples: não.
Embora inicialmente chocante, a mesa levanta bons argumentos para a inversão da relação "homem-objeto", pois defende que a humanidade sempre foi dependente dos instrumentos para conseguir sobreviver, mencionando como todo processo de criação sempre foi resultado da ação do meio sobre nós. Nessa lógica, por exemplo, a faca pode ser explicada como a manifestação da incapacidade do homem de conseguir cortar por conta própria, assim se tornando completamente dependente do objeto para realizar uma função.
Porém, se enxergarmos a situação apenas pelo ponto defendido acima, desconsideramos que sem a humanidade os objetos seriam apenas formas da natureza inanimados, da mesma forma que sem os objetos a humanidade não seria capaz de se desenvolver.
Por fim, a verdadeira crítica do texto está na necessidade de entendermos a mútua dependência existente na relação, ressaltando como a dualidade das ciências cultural e inexata resulta na mudança do espaço.
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